Como identificar plantas comestíveis é tema de atividade realizada no bairro Manchester

Promovida pelo Coletivo Ação Libertária, a oficina apresentou aos moradores informações sobre a propriedade das plantas e formas de utilizá-las 

Publicado em 25 de junho de 2021

Texto e fotos por Marcela Franco
Pinhão roxo, andu, taioba, bálsamo, amora, girassol do campo e caraguatá foram algumas das plantas alimentícias encontradas na tarde desta quinta-feira (24) no bairro Parque Industrial Manchester durante uma oficina de reconhecimento de PANCs (plantas alimentícias não convencionais). Promovida pelo Coletivo Ação Popular (CAL), a atividade foi realizada 12 dias após a inauguração da horta comunitária da comunidade.
 
Chamadas de “não convencionais”, de “mato” ou de “erva daninha”, algumas das plantas possuem alto valor nutritivo e medicinal e podem ser facilmente encontradas, mesmo em contexto urbano. Para a colheita e consumo é necessário saber identificá-las, porque a ingestão de algum vegetal tóxico pode trazer problemas à saúde.
 
Durante o encontro, os agricultores José Roberto da Silva Júnior e Gabriel Bonachela comentaram sobre as propriedades de algumas plantas, explicaram que cada uma delas tem um preparo diferente, e auxiliaram os moradores na identificação dos vegetais.
 
A folha de amora, por exemplo, afirmaram os agricultores, deve ser usada para fazer chá. A bebida apresenta mais cálcio do que o leite e também serve para regular os hormônios femininos. De acordo com eles, a taioba deve ser cozida e ingerida enquanto quente, uma vez que o calor do cozimento elimina as pequenas quantidades de substância química encontradas na espécie, e que podem causar pedra nos rins.
 
Na ocasião ainda algumas mudas arrecadadas pelo coletivo no mês de junho foram entregues aos moradores para o plantio na horta comunitária. Depois da colheita, as PANCs também foram plantadas.
 
O principal objetivo da horta é fazer com que os moradores do bairro consigam produzir seus próprios alimentos, segundo explicou José Roberto, além de que “a horta tem ajudado na convivência do pessoal do bairro”.
 
Para Tatiana Borges, moradora e líder comunitária, as oficinas organizadas pelo CAL têm sido de “extrema importância” para mantê-los animados com a horta comunitária. “Logo do início as formigas estavam destruindo a plantação, mas com a ajuda do coletivo, nós aprendemos a como nos livrar delas”.
 
Além da doação de mudas, a horta também recebeu uma caixa d’água e algumas mangueiras.
 
Para contribuir com o projeto, entre em contato com o Coletivo Ação Libertária.
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