Em 3º ato público, cerca de 100 pessoas pedem HC aberto

Manifestação reuniu estudantes e apoiadores em defesa da saúde pública; movimento cobra explicações sobre situação do Hospital das Clínicas

Publicado em 19 de fevereiro de 2021

Universitários defendem saúde pública, mais leitos e abertura de hospital (Foto: Camila Araujo/Jornal Dois)
Por Camila Araujo
Edição Bibiana Garrido

“Dia histórico”, definiu Thais Nogueira, estudante do curso de Medicina da FOB-USP, sobre o terceiro ato público do movimento “O HC não pode morrer”. A manifestação aconteceu ontem, 19 de fevereiro, a partir das 17 horas, e reuniu cerca de 100 pessoas, entre estudantes da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), da Universidade de São Paulo, e apoiadores. A pauta do movimento é a defesa do Hospital das Clínicas, para que ele permaneça aberto com atividades hospitalares em diversas especialidades médicas.

Os manifestantes se reuniram em frente ao Hospital das Clínicas, na rua Henrique Savi, para a produção de faixas e cartazes. Em seguida, o ato se deslocou até a avenida Getúlio Vargas, entoando o coro “A gente quer saber, cadê o HC?”. Já na avenida, na altura do cruzamento com a rua Ignácio Alexandre Nasralla, os estudantes entregaram panfletos para quem passava, explicando à população o motivo de estarem ali.

“Queremos explicações do Governo do Estado”, disse Leonardo Resende, estudante do curso de Medicina da FOB-USP e porta-voz do movimento, ao Jornal Dois. Ele argumenta que abrir o HC significaria mais leitos para a população, abrir vagas de estágio de graduação no hospital e criar uma Faculdade de Medicina independente em Bauru. Atualmente o curso é vinculado à FOB e não tem faculdade própria.

Mesma pauta, objetivos diferentes

A pauta da abertura do HC também mobiliza um outro movimento na cidade, encabeçado pelo Sindicato do Comércio de Bauru e Região (Sincomércio), que defende o “HC Já”. Representantes da categoria estiveram presentes ontem na manifestação, quatro deles identificados pelo uniforme da entidade na cor laranja, acompanhados pelo vereador Eduardo Borgo (PSL).

Os dois grupos de manifestantes permaneceram separados durante o ato. Walace Sampaio, presidente do Sincomércio, iniciou um diálogo com os universitários. Em seguida, enrolaram o cartaz em que se lia “HC já” e “Sincomércio”, e foram embora.

Movimento "HC já" esteve presente no ato (Foto: Camila Araujo/Jornal Dois)

A única pauta que o Sincomércio partilha com os universitários é essa, a defesa do HC. Segundo contou o estudante Leonardo ao J2: “Estamos juntos na luta por mais leitos, mas não estamos lutando pela abertura do comércio”. O sindicato defende a abertura imediata dos estabelecimentos considerados não essenciais no Plano São Paulo.

“Nossa pauta sempre foi em defesa da saúde pública, pela abertura de um hospital e por mais leitos para atender a população”. 

“HC não pode morrer”

Desde 1º de julho de 2020, o prédio do HC tem funcionado como hospital de campanha para o tratamento de pessoas contaminadas com a covid-19. No final do ano passado, o Governo do Estado de São Paulo anunciou o fechamento do hospital, descumprindo a promessa feita por João Dória (PSDB), quando visitou a cidade em outubro. Foi esse o estopim para que o “HC não pode morrer” tivesse início, com o primeiro ato público em 27 de novembro de 2020.
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