A rua é do povo como o céu é do condor

Manifestações populares contra o presidente Jair Bolsonaro tem tomado ritmo nas ruas com os atos que ocorreram em 29 de maio e 19 de junho; após caso de corrupção ter sido desnudado na CPI da Pandemia, próximo protesto foi adiantado para o dia 3 de julho 

Publicado em 27 de junho de 2021 

Maior ave voadora do mundo, Condor habita região andina e chama atenção pela envergadura de suas asas, com mais de 3 metros de comprimento (Foto: Pixabay)
Por Fernando Braga F. Talarico 

Nitidamente abalado, o Genocida perde a compostura. Ofende jornalistas. Manda calarem a boca pessoas da sua própria claque.

Meio milhão de mortos

Mais que os prometidos trinta mil. O maior projeto do governo federal mostra a cara. Sem máscara. Sem decoro. Em atentado ao pudor. “Em memória de Carlos Alberto Brilhante Ustra.”

Fome, desemprego, boicote a vacinação

“Que comam restos. Comida vencida.”: afirma o antigo cosplay de de Posto Ipiranga, agora cosplay de Maria Antonieta, mas sem “humour” – só com sadismo, mesmo. Com o estômago cheio (do pus alheio), quer agora encher os bolsos na alta dos preços: o da soja que desmata, o do boi que desmata, o do ultraliberalismo reprimarizante que mata. “Em memória de Augusto Pinochet.”

Privatização de setores estratégicos

A crise hídrica (agravada pelo ecocídio dos pés de soja, dos pés de boi) dá as mãos à disparada de preços: o da água na torneira, o da energia na tomada. Nem comida no prato, nem vacina no braço, nem água na pia, nem força na geladeira. Nem nada. Nem Eletrobrás, nem Petrobrás. A gasolina dispara. O etanol dispara. O gás dispara. A energia elétrica dispara. O fuzil dispara. “Minha especialidade é matar.”

Mas a rua é do povo como o céu é do condor.

Nenhuma tirania resiste a povo nas ruas. Amanhã vai ser maior. O amanhã é sempre maior. O dia vai insistir em raiar. Vamos morrer de rir, que esse dia há de vir – antes de que eles pensam.

Às ruas, portanto.

Texto postado originalmente na página do Facebook do autor em 21 de junho.

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